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Influxo

Por Artur Eduardo 

Sabe quando a gente quer dizer coisas tão certas de serem ouvidas, quase na tola ânsia daquele que acha que o que faz/escreve no face, por exemplo, é tão “maravilhoso” e “necessário” que ele mesmo curte? Pois é… há um tempo me sinto assim.”Facebook não é o lugar de enviar palavras que revelem o que se passa em seu coração”, dizem os novos virtual thinkers (mas só ‘virtuais’….). Ok, mas ao dizer uma palavra como aquela, contradigo o que acabei de “aconselhar”.

Facebook é uma vitrine, uma “porta”. Numa vitrine ou numa porta movimentada vc pode pixar algo sem sentido, expor um produto ou pregar “95 teses”, não importa: o que importam são os efeitos, os desdobramentos que certamente virão, oriundos de motivações vazias ou corretas ou revolucionárias. O tal do Mark Zuckerberg, criador e vendedor do peixe Face, sabia disso desde que vislumbrou em Harvard toda a potencialidade do que viria a ser a maior “rede social ” do mundo. Não é à toa que na “rede” os perfis estão cheios de perguntas – até insistentemente – íntimas, para, despudorada mas avisadamente compartilhá-las com outro ser: o “resto do mundo”.

Mas, feita esta breve e pertinente micro-análise do que ‘é ou não é, pode ou não pode’ no Face, percebo que o ano que passou marcou-me por algo que só vim perceber quase após aquele. Exercendo o juízo – no modo kantiano de falar – pensei demais e na minha vitrine-porta fiz de tudo, de pixaçãoes a algumas análises, poucas, mas pertinentes. A insensatez de alguns cliques de revolta que dei aludiram, inúmeras vezes, à defesa de uma acusação que se me foi feita, a da idolatria. Fui ‘adorado’ por quem na verdade me odiava, foi-me o que muito se me disse, mas, neste caso, a “pixação” aconteceu em outras vitrines, outras “portas” de catedrais que, a exemplo da de Whitemberg de Lutero, escondia em si mesma os mais vis segredos de tudo o que Roma passaria a representar para os futuros reformadores.

Defendo-me, reconhecendo que os traumas de 2013 revelaram muitas coisas, sendo que as mais fortes são justamente o que já sabemos, contudo, desapercebidos, negligenciamos ao ponto da ignorância auto-imposta, e é daí que surge o influxo: neste começo de ano novo, posso “pregar” na “porta” do meu perfil, perfil que também tipifica em muitos aspectos a “catedral” de onde terei de “sair”, que houve idolatria sim…. mas o “idólatra”, na verdade, era eu! Adorei o que não era para JAMAIS ter sido adorado, pois todo bom e velho cristão sabe que “só a Deus adorarás e só a Ele prestarás culto”. Este dogmatismo do Cristianismo judaico-messiânico é necessário, pois somos propensos a adorar tudo, até àqueles que nos adoram também; porém, talvez a maior “adoração” seja a dos “deuses”. E aqui ocorre o que não é normalmente percebido pelo senso-comum, o despertar que só uma corrente inusitada de influxo pode revelar: muitas vezes somos menos vítimas de nossos acusadores do que do sentimento com o qual nos acusam; somos ‘culpados’ do sentimento que os faz pensar serem ‘inocentes’. Defendem-se de não terem sido “idólatras” comigo, e é justamente do que me acuso com os tais.

Mas, como “Deus não divide sua glória com outrem”, o influxo teve em mim esse efeito: como uma corrente gastro-intestinal de retorno, um refluxo, produziu-se um esvaziamento necessário, mas não tolo, óbvio. Será necessário outro “fluxo” e o tal advirá da motivação com que me motivo, hoje, a “pregar” este “papel virtual” na “porta” de meu perfil: a asseveração humilde, mas conscientemente severa, de, independente dos homens, incansável e exclusivamente trabalhar a fim de revelar aos próprios e carentes homens a eterna, constante, sublime, restauradora, iluminadora, excelsa e amorosa glória de Deus.

 

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