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O Que Significa Pensar Biblicamente?

Por Artur Eduardo

Os tempos pós-modernos são realmente interessantes. Creio que nunca na História passamos por um período como o nosso, em que o viver paradoxalmente parece ser a ordem da vez. Relativiza-se tudo, menos o relativismo. Criam-se “eu´s filosóficos” para se explicar a realidade, e o que se percebe, em última análise, são construções que só têm sentido nas mentes de seus idealizadores. As intolerâncias são intolerantemente rechaçadas; o “terceiro excluído” dos gregos deu lugar ao “tudo incluído”, pois algo não precisa mais ou ser ou não ser, pode – pelas regras do politicamente correto-, ser e não ser e ainda ser outra coisa! Diante desta vasta planície de areia movediça dos conceitos, nos perguntamos: Há lugar ainda para a mensagem bíblica? 

A Bíblia tem sentido em termos históricos se a atrelarmos, é claro, à história da Igreja. Entende-se por “Igreja” a comunidade dos que seguem confessional e pragmaticamente os preceitos bíblicos. Para os tais, a Bíblia é “a Palavra de Deus” e, como tal, tem poder de guiar sob a sua mensagem revelacional todos quantos se dispuserem a aceita-la. Entender a Bíblia é fundamental para entender o posicionamento dos cristãos frente a todas as mudanças e reviravoltas de paradigmas pelas quais nossa sociedade tem passado. Nesta mudança surgem confrontos, que começam como simples réplicas e tréplicas ante um modelo qualquer; e podem, subsequentemente, transformar-se em perseguições veladas dos intolerantemente tolerantes, uma vez que muitos em nossa sociedade ainda não compreenderam que há leis naturais que não podem ser simplesmente burladas: quando se tenta o desvio pragmático incorre-se na ilogicidade existencial.

E, a partir daí, podemos refletir mais conscientemente sobre “o que significa pensar biblicamente”? É fundamentalmente aceitar a verdade inelutável de que há preceitos absolutos, como o da doutrina de Deus expressa na Bíblia, que afirma sua eternidade, onipotência, onisciência e onipresença. É claro: se Deus é eterno, é ilimitado; e, uma vez que a Bíblia assim o revela, resolvem-se os problemas cosmológico, teleológico e antropológico (moral), no Universo. Se a Bíblia acerta na revelação de um Deus ilimitado (um “Ser Necessário”, como chamavam os medievais), então a aceitação dos próprios preceitos existenciais que a Bíblia traz consigo não deveriam ser tão difíceis de serem aceitos pelo homem pós-moderno que se gaba de sua chegada à “fase adulta da humanidade”.

Raciocinar de acordo com a Bíblia é, além do que foi exposto, aceitar que, se a Bíblia acertou em cheio no mais difícil – a existência de um Deus nos moldes como ela mesma afirma -, é improvável que erre no mais fácil. Basta que se olhe para os mandamentos e instruções de Jesus. Mesmo uma olhada rápida nos evangelhos evoca a ideia de que as palavras de Jesus são poderosos ensinos acerca da verdade, pois Jesus trabalha com a fundamentalidade da condição humana, criada à imagem e semelhança de Deus, o que significa dizer que possui conceitos intrínsecos a priori, como a consciência do que é certo e errado; do finito e do infinito; do justo e do injusto; do belo, do virtuoso, do moral e do imoral. Pensar biblicamente, portanto, é pensar de acordo com uma consciência atualmente adormecida em nós; mas lá, presente. É voltarmos para o padrão de Cristo que, como qualquer outro padrão absoluto, relembrou-nos com sua própria vida o que se deve pensar, falar e agir, para vivermos bem e em paz com Deus e com o nosso próximo. Este é o objetivo último da existência e, obviamente, a síntese do que quisera dizer quando comecei a escrever este pequeno texto.

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